REINÍCIO
DE TANTO EXITAR,
EXISTI!
DE TANTO TENTAR,
EXITEI.
PRA NÃO DESISTIR,
INSISTI
E REINICIEI.

W.J.G.F.
REINÍCIO
DE TANTO EXITAR,
EXISTI!
DE TANTO TENTAR,
EXITEI.
PRA NÃO DESISTIR,
INSISTI
E REINICIEI.

W.J.G.F.
NAU
EM MEU PEITO GRITA
UMA DOR INALDÍVEL.
EM MINHA FACE SE EXPRESSA
A COR DE MIL ANOS.
MEUS OLHOS
SÓ RECONHECEM UM NEGRO
BARCO SEM RUMO
DERIVANDO
NO ERMO.

FIM
Um dia se foi o sorriso,
no outro
se foi
o amor.
Uma noite se foi o sono,
em outra
o sonho
acabou!
W.G.J.F.

Da Angustia ao Nada,
Repousa Tio Edinho.
Agora não há mais nada
Só a solidão de seu quarto,
Escuro e apertado
quarto,
Onde
Um quarto de sua vida
se perdeu.
Naquela pergunta que não se cala,
Daquela resposta
que não se fala
De uma fuga da vida
que a tempos
Não se encontrava.
Na ausência de perspectivas,
De olhares familiares,
De sorrisos sinceros,
Do "Sentido" de vida
Em sua vida de sentidos
Marginalmente esquecidos,
Que quando se encontravam,
Só se encontravam perdidos
Nas coisas "companheiras" :
No alcool,
na coca,
no fumo,
Até a morte.
Do derradeiro suspiro
Em sua coisificante miséria,
Miséria de superpopulação
Nada relativa,
Deitado no escuro
Com olhos que já
Não fazem sentido,
Com um corpo esfomeado
aparentemente
saciado,
Aguardaste rijo por horas
Sem reclamar
No ultimo transporte,
Tardio transporte,
Te deixaste levar calmamente,
Mortalmente sereno,
Respousando no conforto do Nada,
Só a lembraça de teus velhos olhos
vivos
Sorrindo, radiantemente sorrindo,
faz-me lembrar que tudo
Tudo podia ser diferente
E que a Humanidade não precisa
mais se desumanizar!
Basta!!!
As coisas
não podem
nos fazer
Nisto.
GRITOS NO ESCURO

A noite cai Como também caem
Os corpos de homens
E de mulheres,
E as bombas
É claro!
Democraticamente
Ela, a noite,
Se faz noite
Para
Todos.
Em
Defintivo
Só
Para
Alguns.
Mas pouco importa!
Isto tudo nada vale:
Idade, sonhos, ou
A benigna igualdade.
(O que os olhos
Não vêem
O coração
Não sente,
Mas mente!).
É
No escuro
Que suas vozes
CALAM
Enquanto seus corpos
gritam
Esmagados
Sob escombros.
Agora,
Entre alaridos de dor,
Rangeres de furia,
Seus gritos taciturnos,
Como expressão de sua sina,
Esmagam meu peito,
Sangram minha alma,
Para recriá-la Proletária,
Para renascer Palestina!
W.J.G.F.
MANIFESTO DE REPÚDIO À MERA SOBREVIVÊNCIA
E em defesa de uma vida plena.
De todas as tristezas de nossos dias
e de todas as dores suportadas,
Pensar na emersão
De um novo tempo,
(com as tais aventuras humanas,
Enfim, descoisificadas )
Só não me trazem melhor alento
Que imaginar por um só momento
Certa possibilidade de cena constante,
Onde meu rosto repousa em teus seios,
Onde juntos seremos mais que DOIS,
Nunca mais apenas "UM"
( Que sempre nos reduziu a "MEIO" ),
Onde, no interím de lentas carícias
De meus lábios em teu corpo,
E de teus mamilos em minha face,
Possamos descobrir diariamente
A vida plena,
Orgasmos plenos,
De plenos sentidos
(Sentidos plenamente),
Sem pressa
(Angustia misérável de quem
É escravo do tempo),
Sem culpa
(Fundamento miserável desta
Merda de vida,
Mera subvida),
E não ter que aceitar como certa
A antivida que nos é relegada
Como castigo,
Feito coisa-humana
Dentre humanas-coisas,
Sub-humanas
Sub-coisas,
Mercadorias
Subsumidas, excedentes,
Na idílica sociedade LIVRE
Onde o que não falta é Liberdade
Igualdade, Miséria e CLASSE
Cinicamente envoltas pelo
Véu Sagrado
Do FETICHE.
W.J.G.F.
E QUE O SONHO VOLTE AO SONO!
Para Raul, com carinho!
Sonho que se sonha só
É só um sono em que se sonha só
Sonho que se sonha junto
Pode ser...
Devaneio coletivo,
Efeito alucinógeno,
Ou Fuga, nada furtiva, da Imperiosa necessidade
[Concreta]
De se sonhar
quando se dorme
E, Des perto,
Trans
For
Mar
Violentamente
À
Realidade.

W.J.G.F.
PARADOXO
Não sei o que mais me irrita,
Se a ciência ideologizada,
A hipocrisia cuspida,
A mentira Deslavada,
A verborragia escarrada
Ou sua construção sofística.
MAS
Quem não perceberia o que vela
Esta sagrada Ideologia?
Seu conteúdo
Pastoso e fétido,
Matéria Prima
Da Escatologia.
W.J.G.F.
O GOZO
O que gosto é do descompasso,
De sonoridade rouca,
Entre um verso branco rasgado
E uma rima
Obscura
E louca.
O que almejo é o desacerto
De um ritmo sereno
Qual organismo
Caótico
Paradoxo
Elaborado.
O que desejo é o gozo
Da interpenetração:
Entre um fator planejado,
Uma sonoridade polida,
Alguns efeitos do acaso,
Num devaneio raspado,
Do ventre Peludo
Desta dama pudica
Chamada razão.
E que aguce sentidos,
Sem tino ecoem,
Qual o orvalho da noite
Sobre solo encharcado,
Qual leitosa seiva
Do falo parida
E que escorre do ventre
Sem qualquer limite
Gozo perene
na cama, no ar ...

... E na imensidão.
W.J.G.F.
A MORAL

Em meio ao caos urbano,
Lá estão eles abrasados
Dentre à coletividade.
Nada parece lhes incomodar,
Nem a moral dos olhos que os cercam,
Nem mesmo a buzina dos carros estressados,
Nem o sobe e desce dos coletivos,
Ou mesmo a pressa do condutor
Que sempre parece atrasado.
Parecem desdenhar dos que lhe lançam
Olhares acusadores.
[Pouco importa
Se estes olhares furtivos
Sejam desejos reprimidos,
Anseios punitivos,
Ou olhares pudicos horrorizados].
Neste frenesi momentâneo
De carinhos bestiais.
Como feras selvagens
Sem qualquer consciência
[Não sabem o que é Lei,
Decoro, ou moral]
Buscam apenas o gozo sentido,
O prazer instintivo,
E não há nada possível
Que os possa perturbar.
W.J.G.F.
NOVOS TEMPOS, TEMPOS VELHOS...
Esta noite me pus a pensar sobre os grandiosos
Avanços da humanidade,
E percebi, não tanto a contragosto,
Que vivemos noutro tempo.
Diariamente vemos nas ruas, nas praças, na internet, na TV,
Os avanços científicos na pesquisa e uso de célula-tronco,
Ou sobre alguma sonda espacial que conseguira mais nítidas
E coloridas imagens do solo marciano,
Enquanto isso, ao mesmo tempo,
Nas Américas, Áfricas, Terceiros Mundos,
Ou noutros mundos,
Pessoas continuam a morrer de doenças
"Bárbaras" ou "medievais",
Ou por outro qualquer "castigo" divino.
Enquanto se celebram os fantásticos resultados obtidos
Nas questões éticas, cidadãs e de igualdade entre os gêneros,
Meninas seguem se mutilando,
Como produtos manufaturados,
Na busca de atender as exigências incessantes
Da moda, da auto-estima do mercado.
Enquanto se fala de recordes na produção agrícola,
Seres humanos "incluídos", ou não, no mercado de trabalho,
Permitem-se explorar,
Como mera força de trabalho em reprodução atrofiada,
Como sub-coisa, Fator de produção,
Submisso, escravo, subsumido,
Mas que ao invés da senzala e da parca ração como pagamento
(O uso de chicote não é negociável mas pode ser "prescrito"),
Recebe um sub-pagamento como forma de salário.
Percebo que de fato, vivemo num novo tempo,
mas ao que parece, um novo que muito lembra um velho,
Obviamente diferente,
Muito maior, mais débil, mais surdo, mais cego.
Viva a pós-modernidade
(Ou pré-modernidade?)!
Enfim, saúdem o novo tempo!
Saúdem o novo Velho!
Recebam os novos filhos
Desta neo-mediocridade!

W.J.G.F.
SOB O MANTO DA NOITE

Nos braços desta noite,
Enquanto provo da cor destes teus lábios,
Nossos corpos dançam
Sob o ritmo de vozes, também nuas,
Murmuradas.
Movemo-nos,
Um ao outro, Um no outro,
Passos Rápidos, lentos,
Densos,
Amavelmente violentos,
Violentamente compassados.
Nesta noite, quieta e fria noite,
O vento gélido enregela nossas almas
Deixando-nos ainda
Mais incendiados.
W.J.G.F
LEMBRANÇAS

Fragmentos esparsos que trago no corpo,
Escapam dentre as grades de minha memória:
-Covarde!?!
-Não ouse!
-Repete!!!
Mas o que se repete é o grito:
-PORQUÊ?
Por ser, Por ter,
Ter...
...Sido.
História Ou estória,
Minha lembrança esquece
Claro, [Ou ignora.
Por ser falha?
Cínica?
Incompleta?
Não Há tempo!
W.J.G.F.
ABELHA E FLOR

Abelha sobrevoa
A flor indefesa, Mantém-se em busca
De meta não revelada...
Num arroubo de amor,
Abelha na flor,
Como que tomada de assalto.
A flor segue calada.
Abelha zumbindo,
A flor lá imóvel,
Sob a testemunha do sol
Mais um ato covarde?
Mas já há quem veja
Desejo de flor
No desejo de abelha,
Um pouco de céu
Por um leve toque de mel!
W.J.G.F.
É NOITE, TUDO SE SABE...!

À noite é que me dispo de roupas,
De rinhas, De reles
Enfados.
Em seu seio
Encontro verdades, também
Desnudas,
Delas me visto,
Mesmo que incertas sejam,
Encontro-me, e falo calado!
W.J.G.F.


Meu perfil
BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish
MSN - niho20@hotmail.com