GRITOS NO ESCURO 
A noite cai Como também caem Os corpos de homens E de mulheres, E as bombas É claro!
Democraticamente Ela, a noite,
Se faz noite Para Todos.
Em Defintivo Só Para Alguns.
Mas pouco importa! Isto tudo nada vale: Idade, sonhos, ou A benigna igualdade. (O que os olhos Não vêem O coração Não sente, Mas mente!). É No escuro
Que suas vozes CALAM Enquanto seus corpos gritam Esmagados Sob escombros.
Agora, Entre alaridos de dor, Rangeres de furia,
Seus gritos taciturnos, Como expressão de sua sina, Esmagam meu peito, Sangram minha alma, Para recriá-la Proletária, Para renascer Palestina!
W.J.G.F.
Escrito por WGJF às 16:53
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